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Type: Artigo
Title: “Ah, ele gosta. Eu que não gosto”: percepções de donas de casa acerca de suas experiências conjugais
Author(s): Sousa, Marianna Silva de
First Advisor: Santos, Luciana da Silva
Summary: Este trabalho é sobre como donas de casa com transtornos psíquicos graves veem suas experiências conjugais. A complexidade desse tema se esbarra na problemática da estrutura patriarcal e machista estruturada na sociedade, pois confronta a dignidade da pessoa humana e impossibilita a vivência da cidadania plena da mulher, sendo importante considerar a violência como um fenômeno complexo que deve ser compreendida nas suas distintas formas. Este trabalho tem como objetivo geral compreender as relações conjugais a partir da percepção de donas de casa com histórico de transtornos psíquicos graves; e tem como objetivos específicos: Investigar os desdobramentos do não trabalho fora de casa e os possíveis impactos na relação conjugal; Analisar a percepção que as donas de casa possuem a respeito do marido em relação ao trabalho doméstico das mesmas; Compreender a relação conjugal a partir do adoecimento psíquico grave das donas de casa e Identificar possíveis vivências de violência na relação conjugal. Esta pesquisa, de caráter exploratório, segue o modelo qualitativo através da estratégia de estudo de casos múltiplos. A construção das informações foi feita a partir de entrevistas semiestruturada com a participação de quatro mulheres usuárias de serviços de CAPS II do Distrito Federal. O conteúdo das falas das entrevistadas foram organizado em categorias, e avalia-se os afazeres domésticos como um árduo trabalho, que se caracteriza como servidão ao marido, filhos e à casa, desprovido de algum tipo reconhecimento por seus esforços. Os maridos, a partir das percepções das entrevistas, se satisfazem com seus afazeres do lar, porém as mesmas não se mostraram contempladas com este estilo de vida, revelando discursos de vivências inautênticas que refletem a dominação simbólica e cultural que o patriarcado exerce sobre elas. As relações se mostraram ser baseadas em trocas de favores, em que as mulheres oferecem seus cuidados ao lar e aos maridos e eles oferecem o provimento. Foi encontrado, também, evidências de práticas de violência psicológica para com as donas de casa aosofrerem xingamentos frequentes e outros tipos de atitudes com a intenção de as desmoralizarem. Dessa forma, se avalia a necessidade de se compreender experiências de domesticidade dessas mulheres, suas relações conjugais e os impactos desses dispositivos na saúde mental das mesmas.
Abstract: This work it is about how housewifes with psychic disords realize theirs marital experiences. The complexity of this theme comes up against the problematic of the patriarchal and chauvinist structure structured in society, as it confronts the dignity of the human person and makes it impossible to live the full citizenship of the woman, and it is important to consider violence as a complex phenomenon that must be understood in its different forms. This work has as general objective to understand the conjugal relations from the perception of housewives with history of severe psychic disorders; and has the following specific objectives: To investigate the consequences of not working outside the home and the possible impacts on the conjugal relationship; To analyze the perception that the housewives possess regarding the husband in relation to the domestic work of the same; Understand the marital relationship from the severe psychic illness of the housewives and Identify possible experiences of violence in the conjugal relationship. This exploratory research follows the qualitative model through the multiple case study strategy. The construction of the information was made from semi-structured interviews with the participation of four women users of services of CAPS II of the Federal District. The content of the interviewees' speeches was organized into categories, and domestic tasks are valued as hard work, which is characterized as servitude to the husband, children and the household, devoid of any kind recognition for their efforts. The husbands, based on interview perceptions, are satisfied with their housework, but they have not shown themselves to be contemplating this way of life, revealing discourses of inauthentic experiences that reflect the symbolic and cultural domination that the patriarchy exercises over them. Relations have been shown to be based on exchanges of favors, in which women offer their care to the home and to husbands and they offer the provision. Evidence of practices of psychological violence toward housewives has also been found to suffer frequent curses and other kinds of attitudes with the intention of demoralizing them. Thus, we assess the need to understand these women's domesticity experiences, their marital relationships and the impacts of these devices on their mental health.
Keywords: Psicologia
Dona de casa
Conjugalidade
Saúde mental
Violência
CNPq: CNPQ::CIENCIAS HUMANAS::PSICOLOGIA
Language: por
Parents: Brasil
Publisher: Universidade Católica de Brasília
Institution Abbreviation: UCB
Department: Escola de Saúde e Medicina
Program: Psicologia (Graduação)
Citation: SOUSA, Marianna Silva de. “Ah, ele gosta. Eu que não gosto”: percepções de donas de casa acerca de suas experiências conjugais. 2018. 43 f. Artigo (Graduação em Psicologia) - Universidade Católica de Brasília, Brasília, 2018.
Access Type: Acesso Aberto
URI: https://repositorio.ucb.br:9443/jspui/handle/123456789/11931
Document date: 2018
Appears in Collections:Psicologia (Graduação)

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